19 de nov de 2012

Feche todas as aberturas de sua cabeça



Meditação 15
Feche todas as aberturas de sua cabeça

Fechando as sete aberturas da cabeça com suas mãos, um espaço entre seus olhos torna-se todo abrangente.

Essa é uma das técnicas mais antigas – muito usada e uma das mais simples também. Fechando todas as aberturas da cabeça – olhos, ouvidos, nariz, boca -, sua consciência, que está continuamente fluindo para fora, é detida repentinamente; ela não pode fluir para fora.
Você pode não ter observado, mas até mesmo se você parar a sua respiração por um momento, de repente, sua mente irá parar – porque, com a respiração, a mente se move. Esse é um condicionamento da mente. Você precisa  entender o que significa “condicionamento”; somente então, esse sutra será fácil de ser compreendido.
Pavlov, um dos mais famosos psicólogos russos, criou este termo “condicionamento” – ou “reflexo condicionado” – uma palavra cotidiana usada em todo mundo.
Dois processos de pensamento – dois processos quaisquer podem tornar-se tão associados que, se você começa com um, o outro é disparado também.
De acordo com Pavlov, toda a nossa vida é um processo de condicionamento. A mente é um condicionamento. Dessa forma, se você pára alguma coisa do condicionamento, todas as outras coisas associadas também param.
Por exemplo: você nunca pensou sem respirar. O pensamento sempre esteve junto com a respiração. Você não está consciente da respiração, mas a respiração está presente dia e noite.
Todo pensamento, todo o processo de pensamento está associado com a respiração. Se você parar a sua respiração de repente, os pensamentos irão parar também. E se todos os sete buracos – as sete aberturas da cabeça – estiverem fechadas, sua consciência, de repente, não poderá se mover.
A consciência permanece dentro e essa permanência dentro cria um espaço entre seus olhos. Esse espaço é conhecido como terceiro olho.
Se todas as aberturas da cabeça estão fechadas, você não pode se mover para fora, porque você sempre esteve se movendo para fora através dessas aberturas. Você permanece dentro e, com sua consciência permanecendo dentro, ela se torna concentrada entre esses dois olhos, entre esses dois olhos comuns. Ela permanece no meio desses dois olhos, focada. Esse ponto é conhecido como terceiro olho.
Esse espaço, então, se torna todo abrangente. Esse sutra diz que nesse espaço tudo está incluído, toda a existência está incluída. Se você pode sentir o espaço, você sentiu tudo. Uma vez que você possa sentir internamente esse espaço entre os dois olhos, então, você conheceu a existência, a totalidade dela, porque esse espaço interior inclui tudo. Nada é deixado fora dele.
Os Upanishads dizem: “Conhecendo o um, a pessoa conhece tudo.” Estes dois olhos podem ver somente o finito - podem ver apenas o material; jamais podem sentir a energia, ver a energia. O terceiro olho pode vê o infinito - pode ver o imaterial, o espiritual; no terceiro olho, a energia, como tal, é vista.
Esse fechamento das aberturas é um modo de centramento, porque uma vez que a corrente de consciência não possa fluir para fora, ela permanece em sua fonte – essa fonte de consciência é o terceiro olho. Se você está centrado no terceiro olho, muitas coisas acontecem. A primeira é a descoberta de que o mundo todo está em você.
No momento em que você conhece esse espaço interior, você conheceu o imortal e pela primeira vez sua vida será autêntica. Agora, nenhuma segurança é necessária, agora nenhum medo é possível. Agora, nada pode ser retirado de você. Agora todo o universo pertence a você.
Aqueles que conheceram esse espaço gritaram em êxtase: “Aham Brahmasmi!” Eu sou o universo, eu sou a existência.

MUDRA: SHANMUKTI-MUDRA (YONI MUDRA)
A postura da fonte

Fechando as sete aberturas da cabeça com suas mãos, um espaço entre seus olhos torna-se todo abrangente.

Execução:
Sente-se em postura de meditação e inspire lenta e profundamente.
Segure a respiração e, com os polegares, tape os ouvidos, os olhos com os indicadores, as narinas com os dedos médios e a boca com os dedos anulares e mínimos.
Permaneça um tempo nessa postura e, então, retire os dedos da face e respire. Repita este mudra algumas vezes.

Swami Ramateertha costumava dizer: “O sol se move em mim, as estrelas se movem em mim, a lua surge em mim. Todo o universo está em mim”.
Quando ele disse isso pela primeira vez, seus discípulos pensaram que ele tivesse ficado louco.
Ele estava falando do terceiro olho, o espaço interior. Segundo Osho, quando pela primeira vez o espaço interior se torna iluminado, essa é a sensação. Quando você vê que tudo está em você, você se torna o universo.

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