12 de fev de 2012

A flor de lótus da lei VI


Maravilhosa realmente, A flor de lótus da lei!
Não importa quantas eras possam passar,
Ainda aquela mesma cor...

E ela é imutável, atemporal, eterna.
Uma vez visto esse florescimento interior, a morte e o medo desaparecem e sua vida se torna perfumada, uma canção, uma celebração.
Então a vida tem bênção, beleza e beatitude.
Esse lótus interno, todos o estão carregando, e ninguém parece estar consciente dele.
Toda a nossa perceptividade ficou obcecada por coisas. Liberte sua perceptividade das coisas, dê meia volta. E não estou dizendo para dar meia volta para sempre, mas para dar apenas de vez em quando.
Meditação nada mais é do que isso.
Por sessenta minutos, todos os dias, simplesmente se esqueça do mundo, deixe que o mundo desapareça de você e você desapareça do mundo.
Dê meia volta, uma virada de cento e oitenta graus, e olhe pra dentro.
No começo, você verá apenas nuvens. Não se preocupe com elas; essas nuvens são criadas por suas repressões. Você deparará com raiva, ódio, ganância e com todos os tipos de buraco negro. Você os reprimiu, mas eles estão ali.
E suas supostas religiões o ensinaram a reprimi-los, então eles estão ali como feridas. Você os esteve ocultando.
É por isso que minha ênfase primeiro é sobre a catarse. A menos que você passe por grande catarse, você terá que passar por muitas nuvens.
E passar por muitas nuvens será cansativo, e você pode ficar tão impaciente que pode voltar para o mundo e dizer: “Não há nada, nenhum lótus e nenhuma fragrância; há apenas mau cheiro e lixo”.
E você sabe disso.Quando você fecha os olhos e começa a se mover pra dentro, você depara com o quê? Você não depara com aquelas belas terras das quais os Budas falam.
Você depara com infernos e agonias reprimidas ali, esperando por você - raivas acumuladas de muitas vidas. Ali existe uma grande confusão; então a pessoa deseja ficar do lado de fora, ir ao cinema, ao clube, encontrar pessoas e fofocar, ficar ocupada até que se sinta cansada e adormeça.
É dessa maneira que você está vivendo, esse é o seu estilo de vida.
Assim, quando a pessoa começa a olhar para dentro, naturalmente ela fica muito perplexa.
Os Budas dizem que há grandes bênçãos e fragrâncias, que se encontram flores de lótus desabrochando e uma grande fragrância que é eterna, e que as cores das flores permanecem as mesmas, e que este não é um fenômeno mutável.
Eles falam sobre este paraíso, sobre este reino de Deus que está dentro de você. E quando você vai para dentro somente encontra o inferno.
Quando olha pra dentro você não percebe as terras de Buda, mas os campos de concentração de Hitler. Naturalmente, você começa a pensar que tudo isso é tolice e que é melhor ficar do lado de fora. E por que ficar brincando com suas feridas? Isso também machuca, e pus começa a verter para fora das feridas, e ela está suja.
Mas a catarse ajuda. Se você fizer catarse, se passar pelas meditações caóticas, você acabará jogando todas essas nuvens e toda essa escuridão para fora; então a perceptividade ficará mais fácil.
Primeiro as meditações ativas, depois as passivas. Pode-se mover na passividade somente quando tudo que estiver ali como refugo for jogado fora. Quando forem jogadas fora a raiva, a ganância... Camada após camada; essas coisas estavam presentes.
Porém, uma vez jogadas fora, você pode facilmente escorregar para dentro, não há nada para impedir isso.
E, de repente, a luz brilhante da terra de Buda; e de repente, você está num mundo totalmente diferente, o mundo da Lei do Lótus, do Dhamma, do Tao.

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