26 de jun de 2011

Vindo da estrada esburacada VI

Observe a sua mente...
A mente precisa ser entendida de duas maneiras.
Uma é a mente com “M” maiúsculo. Esta é a mente universal, cósmica – a consciência que permeia a existência.
Esta é uma existência consciente, viva, viva até o cerne. Tudo está vivo, e você pode saber disso ou não. Isso pode ser visível para você ou não, mas tudo está vivo. Somente a vida existe.
Nessa consciência a morte é um mito, uma ilusão.
Mente com “M” maiúsculo é a Mente cósmica - isto deve ser atingido. É isto que Buda chama de “nada”, de vazio como um espelho.
Mas há uma outra mente com “m” minúsculo, a mente pequena. Então minha mente é diferente, sua mente é diferente. Nessa consciência existem diferenças, e cada mente tem sua própria limitação.
A pessoa precisa desaparecer da minúscula para a infinita.
Nossas mentes pequenas são somente reflexos da grande mente.
Quando a Lua se levanta, a lua cheia, milhões de lagos, mares, rios e lagoas sobre a terra a refletirão. Onde houver alguma água, ela será refletida.
Mas a Lua é uma e os reflexos são milhões... assim são nossas pequenas mentes.
A Mente é uma – você pode chamá-la de Mente Cósmica ou de Deus. Esses são apenas nomes diferentes para a mesma realidade.
Essa mente pequena tem um começo e tem um fim. Essa mente grande não tem começo nem fim.
Agora escute essas palavras:
Como um reflexo você nasceu e morrerá. Se você se apegar demais ao reflexo, você sofrerá.
O sofrimento é isso, o inferno é isso.
Se você não ficar demasiadamente apegado, se você não estiver se apegando ao reflexo... O corpo, esta mente e esta vida são reflexos.
Se você observar silenciosamente, será capaz de perceber que todos esses reflexos estão passando – e então você fica consciente do espelho no qual esses reflexos estão passando.
Esse espelho é a eternidade.
Atingir esse espelho é saber o que é a verdade.

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