24 de mar de 2014

O mistério do relacionamento


O relacionamento é um mistério. E, por existir entre duas pessoas, depende de ambas.
Sempre que duas pessoas se encontram, um novo mundo é criado. Justamente pelo encontro, um novo fenômeno vem à existência – o qual não existia antes, o qual nunca existiu. E através desse novo fenômeno, as duas pessoas são mudadas e transformadas.
Não relacionado, você é de um jeito; ao se relacionar, imediatamente fica diferente. Uma coisa nova aconteceu.
Uma mulher, quando se torna uma amante, não é a mesma. Um homem quando se torna um pai, não é o mesmo.
Tente entender... Uma criança nasceu, mas não compreendemos um dos ângulos, de modo algum – no momento em que a criança nasce, a mãe também nasce. Ela não existia antes. A mulher existia, mas a mãe, nunca. E uma mãe é algo totalmente novo.
Perceba... O relacionamento é criado por você, mas por sua vez, ele também o cria.
Duas pessoas se encontram. Isto significa que dois mundos se encontraram. Não é algo simples – é muito complexo, é o que há de mais complexo. Cada pessoa é um mundo em si mesma – um complexo mistério com um longo passado e um futuro eterno.
No começo, apenas as periferias se encontram. Mas, se o relacionamento cresce intimamente, se fica mais próximo, mais profundo, então, pouco a pouco, os centros se encontram. Quando os centros se encontram, isto é chamado de amor.
Quando apenas as periferias se encontram, há uma familiaridade - você toca a pessoa pelo lado de fora – só o contorno, então fica familiarizado. Muitas vezes, você começa a chamar essa familiaridade de amor. Então entra numa ilusão, pois familiaridade não é amor.
O amor é muito raro. Encontrar uma pessoa em seu centro é passar por uma revolução em si mesmo, porque se você quiser encontrar o centro do outro, terá de permitir que o outro também chegue ao seu centro, terá de tornar-se vulnerável, absolutamente vulnerável e aberto.
É arriscado. Permitir que alguém chegue ao seu centro é arriscado, perigoso, porque nunca se sabe o que essa pessoa fará. E quando todos os seus segredos forem conhecidos, quando o que está oculto tornar-se visível, quando você tiver se exposto completamente, o que essa outra pessoa fará, nunca se sabe.
O medo surge. Eis porque nunca nos abrimos.
Basta uma familiaridade, e pensamos que o amor aconteceu. As periferias se encontram, e pensamos que nós é que nos encontramos. Mas você não é a sua periferia. Na verdade, a periferia é o limite onde você termina, apenas a cerca ao seu redor. Não é você!
Até mesmo maridos e esposas que vivem juntos por muitos anos, podem ser apenas familiares. É possível que não tenham conhecido um ao outro.
E quanto mais você vive com alguém mais se esquece de que os centros continuam desconhecidos.
Portanto, a primeira coisa a ser compreendida é: não tome familiaridade por amor. Você pode fazer amor, pode estar sexualmente relacionado, mas o sexo também é periférico. A menos que os centros se encontrem, o sexo é apenas um encontro entre dois corpos. E um encontro entre dois corpos não é um encontro. O sexo também permanece na familiaridade – física, corporal, mas ainda familiar.
Você só se permite que alguém entre em você, em seu centro, quando você não está com medo, quando não está temeroso.

Então, a partir desse momento, abra seu coração para o que está vindo, sem expectativas, sem racionalizações, apenas se entregue a essa compreensão e vivencie o amor. Simplesmente deixe ir...

4 comentários:

  1. Retirado do livro "Meu caminho - O caminho das nuvens brancas" por Osho
    Editora Ícone
    págs. 169-171.
    Esse livro não está mais no catálogo da editora. Tente encontrá-lo no sebo "Estante Virtual" e boa leitura

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  2. Olá, primeiro parabéns pelo seu site. Também amo OSHO, é um redentor de mentes e corações, e vc faz uma bela seleção de textos aqui. Aproveito para perguntar entao se ainda faz encontros de meditação? Abraço, Lan

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  3. Olá Lan...
    Envie para guilhermejenneyoga@gmail.com o número de seu celular. Você passará a receber nossa programação.

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