27 de set de 2013

Você é a fonte


Sutra:
A maldade é sua.
A tristeza é sua.
Mas a virtude também é sua.
E a pureza.
Você é a fonte de toda pureza
e de toda impureza.

Esse sutra está dizendo que um ser humano completamente transformado nasce no momento em que aceita a sua responsabilidade por si mesmo, no momento em que você diz: “Seja o que for que eu seja, a escolha é minha – não uma escolha do passado, mas do presente. Essa é minha escolha neste momento e, se eu quiser mudar isso, sou absolutamente livre para mudar. Ninguém pode me impedir – nenhuma força social, nenhum estado, nenhuma história, nenhuma economia, nenhum inconsciente pode me impedir. Se eu estiver determinado a mudar isso, eu posso muda-lo”.
Sim, no começo a responsabilidade parece um peso, um peso pesado. Parece bom jogar a responsabilidade nas costas dos outros. Pelo menos você pode dizer: “Não sou o responsável”. Você pode sentir que é só uma vitima desamparada. No começo, aceitar a responsabilidade por si mesmo total e incondicionalmente é pesado. Gera desespero, angústia, ansiedade – mas só no começo. Uma vez que isso seja aceito, devagarzinho você fica ciente do grande potencial e da grande liberdade que isso traz.
Se eu sou responsável pela minha infelicidade, isso também significa, automaticamente, que eu sou responsável pela minha bem aventurança. Se eu sou responsável pela minha infelicidade, eu posso acabar com ela imediatamente.
Deixe-me repetir a palavra imediatamente – nem mesmo por um único momento a pessoa tem de esperar. Não é uma questão de mudar a vida passada, não é uma questão de mudar toda a sociedade; e não é uma questão de passar anos e anos na psicanálise. É uma simples questão de aceitar a responsabilidade de que: “Seja o que for que eu seja, fui eu que criei meu estado interior, meu ser”.
O homem nasce apenas como um potencial. Ele pode se tornar um espinho para ele mesmo e para os outros, ele pode também se tornar uma flor para ele mesmo e para os outros. E, lembre-se; seja o que for que você seja para os outros, você também é para si mesmo; e seja o que for que você seja para si mesmo, você é também para os outros.
Se você for uma flor para si mesmo, sua fragrância acabará se espalhando; ela chegará até os outros. Mas se você é um espinho para si mesmo, como pode ser uma flor para os outros?

Olhe para dentro e observe suas escolhas... Se você ama as pessoas e elas não são amigas, olhe o seu amor...

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