11 de mar de 2013

A necessidade de vencer III



Sutra
Quando um arqueiro atira por diversão
Ele está de posse de toda a sua habilidade.

Quando você está brincando, não está tentando provar que você é alguém. Está à vontade, contente. Durante a brincadeira, apenas por diversão, você não está preocupado com o que os outros pensam de você.
Quando o pai brinca com seu filho... É só diversão. Na diversão você pode ser derrotado e ficar feliz. A diversão não é uma coisa séria, não está relacionada com o ego. O ego é sempre sério.
Então, lembre-se, se você está sério, você sempre está num tumulto interior.
E o mestre diz: O alvo não é o alvo coisa nenhuma. Você é o alvo. Eu não estou vendo se você está atingindo o alvo ou não. Essa é uma habilidade mecânica. Eu estou olhando para você, para ver se você está presente ou não. Atire para se divertir! Divirta-se, não tente provar que nunca perde o alvo. Não tente provar o ego. Ele já está lá, você está lá, não há necessidade de prova-lo. Fique à vontade e permita que a flecha atire a si mesma.
O ego é sempre orientado para o alvo. A diversão não tem meta a alcançar, o divertimento está no início, quando a flecha deixa o arco.
Se atinge o alvo, isso é irrelevante; se atinge o alvo ou não, essa não é a questão. Mas quando a flecha deixa o arco, o arqueiro deve estar brincando, sem se levar a sério.
Quando está sério, você está tenso; quando não está sério, você está relaxado e, quando está relaxado, você está presente. Quando você está tenso, o ego está presente, você está entorpecido.
E essa é a diferença. A diversão não visa um objetivo, ela não tem objetivo. A diversão é a própria meta, o valor intrínseco, nada mais. Você se divertiu, é o que basta. Não há nenhum propósito, você brincou, isso é tudo.
Quando um arqueiro está atirando por diversão, ele está de posse de toda a sua habilidade... porque todo o seu ser está disponível. E, quando todo o ser está disponível, você tem uma beleza, uma graça, uma qualidade totalmente diferente de ser. Quando você está dividido, sério, tenso, você é feio.
Você pode ter sucesso, mas seu sucesso vai ser feio. Você pode provar para alguém que você é alguém, mas você não está provando nada, você está simplesmente criando uma imagem falsa. Mas, quando você é total, descontraído, inteiro, pode ser que ninguém conheça você, mas você é.
E essa totalidade é a bênção, a bem aventurança, a beatitude, que acontece a uma mente meditativa, que acontece na meditação.

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