2 de jan de 2013

Observe seus humores



Meditação 24
Observe seus humores

Quando um humor contra alguém ou a favor de alguém surgir, não coloque na pessoa em questão, mas permaneça centrado.

Perceba... Se surge ódio por alguém, ou contra alguém, ou se surge amor por alguém, o que nós fazemos?
Nós projetamos na pessoa. Se você sente ódio por mim, você se esquece de si mesmo completamente em seu ódio; somente eu me torno seu objeto. Se você sente amor por mim, você se esquece de si mesmo completamente; somente eu me torno o objeto.
Perceba... Você projeta o seu amor, ou seu ódio, ou o que quer que seja sobre alguém. Você esquece completamente o centro interior de seu ser; o outro se torna o centro.
Este sutra diz que, quando o ódio surgir, ou o amor surgir, ou qualquer humor a favor de, ou contra alguém, não o projete na pessoa em questão. Lembre-se, você é a fonte disso.
Eu projeto o meu amor sobre você e digo que você é a fonte do meu amor. Não! Eu sou a fonte! Eu tiro minha energia de amor e a projeto em você. Você pode não ser encantador para mais ninguém, você pode ser absolutamente repulsivo para outra pessoa. Por quê? Se você é a fonte do amor, então todo mundo sentiria amor em relação a você... Mas você não é a fonte.
Eu projeto amor, então, você se torna encantador, alguém projeta ódio, então, você se torna repulsivo. E outra pessoa não projeta nada, é indiferente; pode nem mesmo olhar pra você.
O que está acontecendo? Nós estamos projetando nossos humores sobre os outros.
É por isso que, se você está em lua de mel, a lua parece bela, miraculosa, maravilhosa. E na mesma noite, exatamente para o seu vizinho, essa noite maravilhosa pode não ter existido de modo nenhum. O filho dele morreu... – então, a mesma lua é simplesmente triste, intolerável. Mas para você ela é encantadora, fascinante; Por quê? A lua é a fonte, ou a lua é apenas uma tela e você está projetando a si mesmo?

Este sutra diz: Quando um humor contra alguém ou a favor de alguém surgir, não coloque na pessoa em questão, mas permaneça centrado.

Tente! Essa técnica é muito, muito científica, psicológica. Alguém o insultou – a raiva de repente explode, você está fervendo. A raiva está fluindo em direção à pessoa que o insultou. Agora, você projetará toda essa raiva nela. Se ela o insultou, o que ela fez? Ela apenas cutucou-o, ela ajudou a sua raiva a emergir – mas a raiva é sua.
O outro não é a fonte, a fonte está sempre dentro de você. O outro está atingindo a fonte, mas se não há raiva dentro de você, ela não pode sair.
Se você atingir um buda, sairá apenas compaixão, porque existe apenas compaixão. A raiva não sairá, porque a raiva não existe.
Se você joga um balde em um poço seco, nada sairá. Em um poço cheio de água, você joga um balde e a água sairá, mas a água é do poço, não do balde. O balde apenas ajuda a trazê-la para fora.
Assim, a pessoa que está insultando você, está apenas jogando um balde dentro de você e, então, o balde sairá cheio de raiva, de ódio, ou de fogo, que estava dentro de você.
Para essa técnica, lembre-se de que você é a fonte de todas as coisas que você vai projetando nos outros. E sempre que existir um humor contra, ou a favor, imediatamente, mova-se para dentro e vá para a fonte de onde esse ódio está vindo. Permaneça centrado ali; não se mova para o objeto.
Alguém lhe deu uma chance de ficar consciente de sua própria raiva – agradeça-lhe imediatamente e esqueça-o, feche seus olhos, mova-se para dentro; e, agora, olhe para a fonte de onde esse amor, essa raiva, está vindo. De onde? Vá para dentro, mova-se para dentro. Você encontrará a fonte lá, porque a raiva está vindo de sua fonte.
O ódio, ou amor, ou qualquer coisa, está vindo de sua fonte. E é fácil ir para a fonte no momento em que você está com raiva, ou amando, ou odiando... – porque, então, você está quente. E quando você atinge o ponto frio interior, você de repente percebe uma dimensão diferente, um mundo diferente abrindo-se à sua frente.
Use a raiva, use o ódio, use o amor para ir para dentro.
Nós sempre usamos isso para nos movermos para o outro e nós sentimos muita frustração se não houver ninguém ali para receber a projeção. Então, nós continuamos projetando inclusive em objetos inanimados. Eu tenho visto as pessoas ficando com raiva dos seus sapatos, jogando-os com raiva. O que elas estão fazendo? Eu tenho visto pessoas com raiva baterem uma porta na raiva, jogando a raiva delas na porta, abusando da porta, usando uma linguagem suja contra a porta. O que elas estão fazendo?
Então, lembre-se de que você é a fonte. Mova-se para dentro e permaneça centrado lá.

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