27 de out de 2010

A porta vazia está escancarada I



O ser humano está absolutamente inconsciente do seu próprio ser.

Ele tenta saber de tudo, exceto do seu próprio ser.
Nós somos, mas nós não sabemos quem somos.
Nossos nomes nos enganam: eles nos dão uma certa sensação como se isso fosse o que nós somos.
Nossos corpos refletidos no espelho, nossos rostos refletidos nos olhos das pessoas vão nos dando uma certa idéia de nossa identidade.
E então, devagar, bem lentamente, vamos juntando todas essas informações e criando uma imagem de nós mesmos que é completamente falsa.
Este não é o modo de se conhecer.
A pessoa não pode se conhecer por se olhar no espelho, porque os espelhos podem apenas refletir o seu corpo – e você não é o corpo.
Você está no corpo, mas você não é o corpo.
Seu comportamento, seu caráter, suas ações podem apenas mostrar sua mente, mas não você.
A menos que você tome ciência da sua consciência, a menos que você se torne ciente da sua luz interior, você vai continuar vivendo nas ilusões...
Descobrir a si mesmo é muito difícil, é viajar sozinho até o seu próprio centro.
E se às vezes, por acidente, as pessoas ficam interessadas em saber sobre elas mesmas, elas imediatamente tornam-se vitimas das palavras – teorias, filosofias, ideologias... Vítimas das escrituras, das doutrinas, dos dogmas – perdidas na selva das palavras.
Perceba que palavras você pode acumular – você pode tornar-se um erudito, um grande erudito.
E de novo você estará numa nova espécie de ilusão, a ilusão que a informação cria.
Quanto mais informação você tem, mais você pensa que sabe.
A informação é pensada como sendo sinônimo de saber, mas não é. Saber é experienciar.
Você pode compreender apenas aquele tanto que você experienciou – a compreensão nunca vai além da sua experiência.
Por isso, podemos dizer que 99% dos supostos religiosos – santos, mahatmas – são apenas eruditos.
No que concerne às palavras, eles são muito astuciosos, mas se você olhar no fundo se seus olhos, você descobrirá simplesmente os mesmos estúpidos seres humanos. Nada mudou.
A questão é saber: Quem sou eu? É a partir daí que começa a verdadeira evolução.
E o mais belo método para se entrar no âmago mais profundo do seu ser é transformar a sua consciência e chegar a um ponto de repouso, de silêncio profundo, de profunda harmonia interior.

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